controvérsias

"A cada mil lágrimas sai um milagre”

Alice Ruiz

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

e que venha 2009!

... em bifes.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Hora da folga

Um tempinho vem bem. Tempo de festa, de reencontros, de despedidas. Volto em poucos dias e peço a todos que se divirtam. Muito. Um abraço e, obrigada mesmo por curtir esse espaço que cuido com todo amor. Mesmo quando às vezes, rima com dor.

Um feliz Natal pro Papai Noel também

Pra ninguém reclamar que não falo muito do Natal...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Distraídos venceremos

O piquenique

- Vocês sabiam que o homem se acha o topo da evolução na natureza da Terra?
- De que jeito?! Não brinca!
- Sério? Só porque ele domina tudo na base da violência?
- E ainda acha que consegue explicar o que existe ao seu redor...
- Nossa, que bobagem.
- E ainda pensa que é o único inteligente no universo!
- Quanta pretensão...
- Tolinho...
- Passa um pedacinho da pimenta rosa?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Uma Menina Sim, ou, Uma Menina Zamzen

(pra vc, Benter)
Era uma vez uma menina sim. Tudo que ela ouvia, tudo que perguntavam; tudo ela entendia, tudo ela dizia sim. Ninguém nunca sabia quando era não, quando era talvez, quando era sim mesmo. Quando ela respondia sim – e ela sempre respondia sim – seus olhos reviravam e não davam a dica necessária para entender se ela entendia, como entendia e que resposta daria. Na expectativa do silêncio após o sim, nada vinha. Uma quietude cheia de sim. Percebia o mundo e a vida assim, dizendo sim.
Mas, seus sins tinham que ter um fim. Assim - só dizendo sim - o único jeito era ver o que acontecia, pra onde ia e o que fazia. Seguindo a menina, viram claro seu jeito amável, ponderado, olhar de lado, um jeito de sempre dizer sim: ela nunca fazia o que dizia que sim, faria. Ah, sim, às vezes, sim, ela fazia o que dizia que sim, ia fazer. Mas ela nunca dizia o que ia fazer, ela só respondia que sim. E todo mundo continuava sem saber o que aquela menina sim queria, quando dizia sim. E num repente, cansada de ser perseguida para saber se seu sim era sim ou não ou talvez, ela decidiu, finalmente, se explicar: “Sim, eu só faço”. A partir daí, todo mundo entendeu a menina sim que nunca se sabia se entendia ou queria ou não queria. Ela só fazia.
A menina sim dizia sim e só fazia o que tava a fim.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Natal de Alice

Dingobel, dingobel, não tem mais papel... e todos os dias tem nascimento. Das corruíras, dos gatos, das árvores, da saladinha de tomate. Todos os dias, nasce uma amizade, um amor, uma flor. Todos os dias a família universal cresce. Somos todos primos.
Todos os dias rego, caço, animo, escrevo, rezo. Todos os dias amo meus amores. Todos os dias amo a maresia. Todos os dias levanto querendo ser melhor. Bebendo um vinho, fumando um cigarrinho, que meu critério tá dentro. Todos os dias tem livro no balcão, tem conversa de botequim, tem silêncio sagrado, tem bolo de aniversário.
Tudo que é sagrado está no céu, na terra, no fogo, no ar. Tudo que como é sagrado: carne, bolo, rúcula e beterraba - ui! Todo amor é sagrado. Todo deus e deusa que respeita, deve ser respeitado. Todo amor é pleno. Vivo.
Todos os dias é festa, confraternização, nosso café da tarde.
Saúdo o dia e sou saudada por ele, desejando saúde, fé, coragem, ao universo de todos os seres: ets, seres do passado e do futuro, os seres da transparência, os que sopram no ouvido, toda a natureza, essa, que conhecemos e a quem devemos nossa existência. A natureza, essa, que desconhecemos e que nos inclui.
Todos os dias eu sou eu, eu sou nós, eu dou nós, bato na parede e grito. Porque todos os dias quero viver. Com mais amor, com mais ardor, com mais luz, e o que resume meu grito: sempre amor.
Nenhum dia não é feito para amar, brincar, dar atenção, estar presente, dar presentes.
Nada é mais especial do que todos os dias. De chuva, de sol, de tristeza, de sal, de Teresa, de todos nós.
Nada é mais sagrado do que todos os dias.
(Cristo morreu por nós há quase dois mil anos e até hoje carregamos essa culpa)

domingo, 14 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

Alice e a dor

Dor provoca raiva
Raiva disfarça a dor
Dor dá raiva
Raiva da dor

Achismos

Também tenho os meus, e quando me dou conta, aiaiai, morro de vergonha. Os achismos vem da idéia que “minha opinião é minha e ninguém tasca”, “eu penso assim, e daí?”. A segunda frase é a minha predileta.
Esse texto foi inspirado em uma comunidade que apareceu na minha frente no orkut. Uma coisa tão sem sentido, tão redundante e obviamente ridícula, que me fez parar pra perceber os achismos alheios e os meus próprios. Até onde nossos achismos nos impedem de se relacionar com os outros? Essa pergunta parece um tanto estúpida. Achismos são idéias radicais expostas como se todo mundo pensasse assim, como verdades universais. Ai, maldito senso comum. Legitima as coisas mais estranhas e agressivas. Legitima julgamentos, absolvições e condenações.
O politicamente correto, por exemplo. Sobrevive quem pensa e o pior, acredita ter atitudes “corretas”, atitudes “justas”. Legitima seu óbvio egoísmo em cima de idéias comuns e... “corretas”. E se alguém não sente do mesmo jeito, não está sendo... “correto”.
Sentimentos pra mim são o que valem. É meu achismo mais profundo. Por isso me dou o direito de não ser “correta”, mas de ser “verdadeira”, o que são apenas achismos diferentes. Mas igualmente vazios.
E precisamos mesmo escolher achismos para ter uma direção de vida? E quem se recusa a ter achismos, ou seus achismos mudam com a freqüência do estado de espírito volátil, sobrevive?
Ter “razão” é outro achismo absurdo. O que mais odeio, mas ai de alguém que diga que “não tenho razão”. O achismo da “razão” é o orgulho que impede as pessoas de se relacionarem com respeito às diferenças, impede a compreensão. Será a compreensão outro achismo também?
Ah, sim. A comunidade que citei busca pessoas que se identificam estarem incomodadas com outras que dizem que vão mudar e não mudam. São elas tão incapazes de perceber que “mudar o outro” por uma “razão” “politicamente correta”, que mexe com sentimentos “verdadeiros”, tornando a convivência insuportável, algo absolutamente inviável? Quem pensa que o outro tem que “mudar”, não vê que seria mais fácil buscar um outro diferente, ou mesmo mudar a si mesmo. Mas se vê com “toda a razão”, pautada no que mesmo? No “correto”.
Ainda prefiro viver no que é “verdadeiro”. Escolha de razão, escolha de direção, escolha de achismo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lançamento da 2ª edição de Eu não Entendo

A todos que participaram ativamente, discretamente ou somente na torcida, muito obrigada. A festa foi linda, tudo de bom, muita harmonia e beleza.

As fotinhos estão aqui www.chrismayer-livro.blogspot.com

A produtora, amiga, que segurou a onda, os atrasos e fez com que tudo fluísse naturalmente: Monika Seabra.
Os músicos que encantaram: Boêmios, meus Boêmios.
A performance generosa e linda: Helen Ferreira.
A fotógrafa generosa que documentou todo o evento: Clara Rosson.
O lugar que acolheu a festa: Café Matisse.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A esperança de Carmen

O dia mais lindo da minha vida foi o dia em que eu acreditei.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

É Hoje....

Alice "citando" Fernando Pessoa

O amor que me segue não desconhece aquele que você nega, por isso aceite você e me deixe em paz!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Na hora

sábado, 6 de dezembro de 2008

O coração de Carmen

Esse desenho é do meu primo Bubi. Encontrei numa pasta de cartas, flores secas, cartões afetivos, essas coisas. Viajamos juntos em 1980, num barco pelo Mato Grosso. Enquanto o resto da turma pescava, nós dois sentávamos na areinha, bem na beira do rio, para tomar o antimalárico recomendado por ele: uísque caubói. Conversávamos muito, sobre coisas que até hoje eu não entendo. Mas a gente se gostava. Botei umas corezinhas, tá, Bubi?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Decisão

Tudo que o amor ensina,
É o que o amor ensina.
(basta saber se queres amor
ou dor)

Tracy Chapman em astral Bob Marley

video

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Rebeldia (2005)

Axônio manda. Dendrito recebe. É a lei da comunicação neuronal. Nunca se encontraram, nem se viram uma única vez. Axônio mandando e Dendrito recebendo. Sempre.
Enquanto Axônio dá, Dendrito ganha. Axônio envia, Dendrito pega. Axônio atira, Dendrito....
- Dendrito?
- Essa não! Isso daí, não quero, não.
- Como não quer? Você não tem querer, tem que pegar!
- Essa coisa? Nem pensar!
- Você não pensa, você recebe!
- Não, não e não.
Arma-se uma grande confusão na sinapse, neurotransmissores se alvoroçam confusos e apavorados, sem saber o que fazer com a informação desprezada.
- Leva de volta! – grita o insultado Dendrito.
- Não posso! - exclama Axônio, que só sabe dar.
- Então aprende, porque esse negócio daí não recebo mesmo!
Uma ala urgente de peptídeos aparece em meio ao tumulto, ameaçando severamente Dendrito, amarrando seu terminal:
- Engole! – vociferam.
Sem chance de quebrar a lei da rede neuronal, Dendrito engole o sapo inteiro. Humilhado. Devastado. Quimicamente derrotado.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

E o céu alinhado de Alice chorou

Prefiro

tua raiva
à tua
pena
sem letras