controvérsias

"A cada mil lágrimas sai um milagre”

Alice Ruiz

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Feira

Participar de uma feira com minhas fotos, meu livro e tendo em frente uma fazendinha com minipôneis e minivacas e minitouros, não é mole não. Das coisas boas - que são as que interessam - é que o pessoal curtiu o meu trabalho. Muitos contatos, troca de idéias e a venda gostosa do livro de fotopoemas "Eu não Entendo". Que foi, com muito orgulho e alegria, pra segunda edição. Prontinha na semana que vem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A tristeza de Alice

Você não responde. Fui trocada por outro ouvido talvez mais apurado, talvez mais irritante, talvez mais elegante. Talvez de olhos e carne. Quase soluço. Quase desisto. Quando ouvi que partes são queridas e partes não, me senti num açougue. Pendurada em esquartejamento. "Aquilo eu gosto, ah, aquela parte ali, não, não gosto. Aquela outra, mais ou menos." E assim, partes minhas são empacotadas e levadas para casa. As outras, rejeitadas, se mantém penduradas a espera de alguém que goste, ou! de alguém que acha que não merece levar um pedaço meu melhor.
Quando você não gosta, silencia. e me dá medo. E ouvi de outro você que "quando dá medo, já era." Mas medo tenho sempre, bem... já era. E nunca vai de verdade, porque toca naquele pedaço do coração que é puro amor. Um coração que foi levado inteiro, mas comido aos pedaços. Devorado nobre sobre a mesa em um picadinho sem molho.
Você não espera. Não dorme. Tem um oco em seu coração que é uma dor que pesa muito. Faz você se encurvar sobre a tela. E eu choro. Porque conheço os ocos, conheço os pesos, e claro, nunca sei as medidas certas. Você mente quando diz que diz a verdade. Você não conhece a verdade. E, quiçá (adoro essa palavra. Quiçá. Soa bem, soa kissá, soa a relatividade atenta de mim), e quiçá, alguém conheça talvez algo parecido com uma verdade. Afinal de contas, a própria palavra tem plural. Porque verdade tem plural. Verdades. Diz ainda de longe mais um de todos os vocês que "quem diz que a verdade é um pacotinho embrulhado pra presente?" Porque não todas, muitas, várias, algumas, possibilidades? Verdade aberta. Cheia de frestas por onde entra a água cantarolando de sua voz molhada. De seu rosto marcado de vida. De seus olhos salgados.
Você não. Não deixa, não ouve, não ama, não mata, não cutuca, não responde.
Eu sei. É só pra mim. Que é assim.

domingo, 16 de novembro de 2008

Desenho e Formigatura

É... um dia, nosso professor de fotografia nos perguntou se sabíamos desenhar, no que prontamente respondemos: "Se a gente soubesse desenhar, não precisaria fotografar." Soube ali, que virei fotógrafa pela nobre frustração de não ter a habilidade do traço.
Claro que meu conceito sobre fotografia e fotografar mudou rapidamente. Percebi as diferenças, as características e as possibilidades de cada manifestação, de cada maneira de se expressar. Seja ela qual for.
Mas... o photoshop - e isso é bem recente - novamente realizou um desejo ancestral meu. Taí o resultado. Um grande abraço de domingo chuvoso.